Flash 50 – Review

Esse texto tem alguns spoilers…

 

FLASH 50
Joshua Williamson e Howard Porter
DC

O Flash aparentemente encontrou alguém que cuida dele com carinho em Joshua Williamson. Curiosamente, esse carinho parece muito o que Mark Waid e Geoff Johns fizeram nos anos de Wally West como o Flash (quando Barry Allen estava morto). Agora, com Allen vivo, nenhum roteirista havia conseguido dar um mundo para Allen que não parecesse com o que foi feito até sua morte em 1985.

Williamson conseguiu dar esse mundo após o Rebirth, com a volta de Wally West (ok, agora tem dois, o que torna tudo meio complicado, mas o que surgiu nos Novos 52 ficou de escanteio). Com 2 Flashes legítimos, Williamson colocou a questão que os dois possuem todo direito de estar lá, e que Wally ainda buscava o futuro que já teve, com esposa e filhos. Aí que veio Flash War, a Guerra dos Flashes, com mais um personagem decidindo tornar-se Flash, mesmo que por motivos torpes.

LINHA DO SPOILER

Esse terceiro Flash é Hunter Zolomon, o Zoom, um Flash malvado que já causou muito mais estrago que Eobard, o Flash Reverso original. Trazer o Zoom com mais uma potencial saga cheia de estragos já era algo passível de ser uma incrível saga, ainda mais com Howard Porter, que desenhou o Flash na época de Geoff Johns, que criou o Zoom.

Se antes Zoom queria que o Flash Wally West começasse um caminho para ser um “heroi melhor” (com motivos completamente torpes e táticas piores ainda), há aí uma semelhança porque, nas duas vezes, Zoom teve como objetivo livrar-se dos filhos de West – na primeira vez, no útero da esposa de Wally, mas agora ainda na perspectiva de futuro, que Zoom quebra e, por um momento, decreta que não existirão mais.

Flash War, que se encerra nesta edição 50, chega dando um gosto de uma saga bem planejada, com um mundo bem construído. Infelizmente, o preço disso é quebrar o Wally totalmente. O personagem que retornou no Rebirth esperando ter de volta sua esposa e filhos acaba por se perder completamente, já que não terá mais nenhum dos dois. A esperança? O retorno de Bart Allen, o Impulso.

 

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