Freddie Mercury e Farrokh Bulsara

Farrokh Bulsara era um garoto apaixonado por música, filho de Indianos, nascido em Zanzibar, na colônia britânica da Cidade da Pedra. Viveu vários anos de sua vida às margens do Oceano Índico, aprendendo mais do que seria seu ofício no futuro. Em Bombaim, durante seu tempo na St. Peter Boarding School, Bulsara ganhou o nome que lhe imortalizaria: Freddie.

Na cidade indiana, ele também fez sua primeira tentativa de fundar uma banda, chamada The Hectics, já mostrando que o showman aflorava ali. Em 1964, Zanzibar sofreu uma revolução contra o Sultão Jamshid bin Abdullah. Isto assustou a família Bulsara, que mudou-se para Londres, abrindo caminho para que o mundo descobrisse uma das maiores vozes que já passou pelas terras da
Rainha.

 

 

Para muitos, Freddie Mercury era um prodígio Inglês. Sua voz alcançava um escopo amplíssimo e incrível. Mas o africano mais famoso da Inglaterra não caiu no estrelato a princípio: Freddie formou-se em design gráfico, foi atendente no aeroporto de Heathrow, vendedor de Roupas… Inclusive, neste tempo de vendas que Mercury conheceu e namorou a musa de “Love of My Life”, a inglesa Mary Austin. Já falou-se tanto da Lenda, que é quase imperceptível pensar em Freddie Mercury como pessoa que viveu fazendo o que mais amava. Eu mesmo, por muitos anos, acreditei que ele era inglês e passou por tudo o que um súdito da Rainha precisava viver (quem leu a biografia de Ozzy Osbourne sabe do que se trata). Até sua bissexualidade foi eclipsada pelo showbizz, que insistia em polemizar o fato do cantor se relacionar com homens. Boatos mil e
trocentas controvérsias comuns à fama tornaram Farrokh Bulsara uma pessoa reclusa e reservada,
enquanto Freddie Mercury sempre era visto como um showman desenfreado, interferindo com a
vida do homem por trás da lenda.

Inde pendente de quem Mercury era, do quão o divino tinha lhe dado uma voz poderosa, ele era humano. Ser capaz de enxergar Farrokh além de Freddie é ter lições acerca das nossas vidas. Farrokh amou Mary Austin até mesmo depois de se separarem por causa da sua infidelidade em relacionamentos homoafetivos. Os namorados e namoradas que a sucederam não fizeram frente à musa. Eles podiam não mais ser um casal, mas ela ainda era a mulher mais importante da vida
dele e herdou sua mansão e os direitos das músicas compostas por Mercury.

 

 

A história de Farrokh até sua morte para eternizar-se como a lenda Freddie mostra que para tudo na vida tem hora, tem momentos, e que estamos aqui para seguir em frente. E quando a vida engrenar, que seja fazendo o que nos ativa, o que nos compele. Ter objetivo, esperança,
perseverança e perspectiva faz com que você consiga chegar a extremos que somente existiam em seus sonhos. Farrokh Bulsara pode ter partido, mas Freddie Mercury segue até hoje cantando e
influenciando novos músicos que inspiram seus fãs. E era isto mesmo que ele queria. Ser uma lenda, ao invés de um astro do Rock.

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