Música e cultura

Outermercs – Mercenários do Espaço – Prólogo

Tudo começa num futuro distante, na cidadela espacial de Wan Shad, conhecida como o Centro do Universo. A cidadela serve como o grande ponto de negócios, entretenimento, moradia, aluguel, oficinas etc. Praticamente todas as raças do universo estão ali, desde os Humanos até espécies impressionantes como os Arakins, os Neevers e os Vulcans, entre milhões de raças existentes no universo. O local é também uma forma de comunhão entre as inúmeras raças e manter a coexistência. Os grandes governantes dos planetas e de locais do universo se encontram ali também, e contam com inúmeros grupos em quase todo o universo.

Mas esse universo de paz e harmonia é uma grande mentira. São poucos aqueles que sabem sobre isso. Algumas raças como os monstruosos Nurns e as misteriosas mafias como a Confiança estão sempre agindo as espreitas e podem ser culpados por arrasar o sistema. Aqueles que sabem das grandes mentiras ou já foram eliminados por esses criadores de casos ou já formaram grupos como batalhões, exércitos, equipes e até mesmo mercenários. Nenhum deles se mostrou capaz de poder enfrentar esse pequeno esquema oculto, mas é preciso sobreviver e lutar. E agora pode surgir uma esperança…

Episódio 1: Crime

Um misterioso esconderijo localizado na ala inferior de Wan Shad abriga um grupo de rebeldes conhecido como a Aliança. Um dos principais membros, o Humano chamado Hazar Savo vai correndo até a sala de seu líder, Carth:
-Senhor, eles nos atacaram! Só eu sobrevivi.-, dizia Savo.
-Hazar, o que vocês fizeram?-, disse Carth desapontado.
-Nós estávamos assistindo ao rugbi lá no ginásio, e quatro deles apareceram. Nós os vimos e saímos pelos fundos, mas aí então tinha outro que estava apontando um Rifle Bryar. E aí ele chamou os outros.
-E o que aconteceu pra você ser o único dos três a sobreviver?
-Eu golpeei esse do rifle e o desarmei. Aí quando eu fui pegar o rifle, os quatro vieram. Kyle e Jon atacaram rápido, mas eles morreram. Eu atirei com o rifle e matei um deles. Depois eu tive que fugir numa das motos e eles não repararam.

-E agora nosso grupo pode ser exposto com essa cena de assassinato em massa. O que vocês estavam pensando, Hazar? Agora nós podemos ser presos, mas… a Confiança também pode, com o membro que você matou. 50% de compensação. Que sorte você tem…
-Mas senhor, e a polícia? E se eles mexerem com as pessoas erradas? Vão virar alvos e aí podem nos encontrar junto. Ninguém estará a salvo.

Carth decidiu pensar e dispensou Hazar.

Na entrada do ginásio Madison Cube Arena, quatro corpos numa cena impressionante. A polícia estava lá, com seus uniformes parecidos com armaduras, e os investigadores com roupas normais, mas também meio que com armaduras.
-Quatro corpos aqui. De novo outro desses casos. Eles tão usando quase que o mesmo uniforme. E já é a quinta vez só nesses três meses…-, dizia o investigador Rendar.
Enquanto analisavam a cena do crime e discutiam, uma moto parava ali perto. Era a detetive Janete Orsen. Usando roupas pretas com colete-armadura cinza e um sobretudo marrom, aquela era uma das mulheres mais lindas que já se viu.

-O que temos aí?, disse Orsen.
-Jan, estamos numa cena de crime que acrescenta mais uma coisa na investigação de três meses atrás, disse Rendar.
-O que pode estar acontecendo?
-Guerra de gangues, mas uma das mais complicadas e discretas que eu já vi.
-Vou pra casa dar uma estudada no que já temos sobre esses incidentes.
-Quem que você vai levar pra cama essa noite?, disse Rendar de um jeito que deixou Jan estática. Diziam que ela era totalmente depressiva e com uma vida monótona, e que nos últimos tempos tem dado meio de prostituta com alguns conhecidos. Mas Jan não disse nada e foi embora.

Dentro do ginásio, num dos vestiários, a equipe de rugbi Firewall estava discutindo. Naquele futuro, o rugbi era um esporte muito diferente, em que trios usavam armaduras bem resistentes para poder roubar a bola dos jogadores e acertar no gol, sempre protegido. Exigia força, inteligência e agilidade de cada jogador. Mas a discussão era outra:
-Daniel, eu tenho visto que você tem sido muito mais agressivo em algumas partidas e até em treinamentos de equipe e…-, dizia o treinador da equipe.
-Treinador, de novo esse papo? Já disse que faço isso pelo time… e pela minha paixão pelo jogo. Não é culpa minha se…-, respondeu o jogador Daniel Omister.
-Daniel, é diferente. Eu recebi queixa não só de outros jogadores, mas também de torcedores e até mesmo do presidente da equipe. Sinto dizer que você não pode continuar com a gente. Você está demitido.
-O quê? Você não pode fazer isso! O time vai perder se você me tirar. Vocês vão sofrer mais pressões.
-Você está fora e ponto final. Sem discussão.
-Você ainda vai se arrepender, seu filho da puta!, dizia Dan encarando aquele treinador que era mais baixo que ele. Dan era alto e forte, e era muito inteligente num jogo. Mas finalmente havia chegado o dia de sua ruína.
Depois de levar suas coisas, incluindo a armadura que ele mesmo fez, ele estranhou que a polícia estava cercando um local ali na frente. Pensou que havia alguma coisa muito errada acontecendo…

Num bar, um homem gordo com pele de barbatana estava sentando lendo um jornal. Ele era da raça Plurian e se chamava Queji. Em sua direção, vinha um Humano com bandagens e marcas de sangue no seu corpo e na sua roupa.
-Seu canalha, filho duma puta! Você fez isso comigo, e agora eu vou mostrar o que se faz com gente do nível do velho Wolfie!-, disse o humano que era conhecido como Wolfie. Ele era um mercenário novo em Wan Shad e estava recém conseguindo ganhar com algumas missões, mas a última delas foi um tremenda armadilha…
-Wolfie, se você me matar não terá sua recompensa, disse Queji.
-Do quê que tu tá falando, seu merda?, disse Wolfie.
-Meus chefes me pediram pra te contratar pra ver se você fosse útil pra nós. Por isso te mandei nessa missão falsa pra que nossos soldados te testassem.
-Ora, seu…, disse com a mão quase coçando enquanto apontava a pistola laser pra cara de Queji.
-Você passou, Wolfie. Meus chefes me disseram. Eu só não sabia que iam pegar pesado com vocêª mandando mais gente que o necessário.
-Tá, mas pra quê vocês me querem?
-Meus chefes me ligaram há pouco dizendo que houve um crime perigoso que pode expôr nossa organização. Alguns de nós estão cuidando já de algumas informações que não podem ser soltas, mas disseram que precisam de você pra acabar com o nosso inimigo.
-E quem é?
-Carth, líder do grupo conhecido como Aliança. Aqui está a foto dele, disse Queji, enquanto entregava a foto por transmissão de dados de seu decoder para o de Wolfie. – Nossos contatos na polícia nos informaram que pode haver uma investigação secreta sobre essa nossa rixa com a Aliança. Você poderia descobrir que informações são, pra ajudar a gente também. Você será pago com o triplo do que eu te prometi no primeiro trabalho.
-Tá, eu acho que aceito…

Em um complexo de moradia, uma banda dark estava alugando temporariamente um dos quartos. Era o trio composto pelo Arakin chamado Jaker, o Plurian chamado Pimiti e uma Humana chamada Lucy Leng. Lucy estava tendo o que os seus dois amigos chamavam de “aquelas dores de cabeça dela…”
-Tô vendo um cara perto aqui sendo espancado, torturado, massacrado.
-Você está viajando, né Lucy!
-Não, é aqui do lado. Eu tenho que impedir.
-Lucy, não!
O que eles não entendiam era que Lucy tinha habilidades especiais. Ela podia sentir tudo o que estava acontecendo não tão longe dele e também podia copiar as habilidades dos seres que estivessem nessa zona de “leitura de dados”. Lucy viu a porta arrebentada e enfrentou dois seres com roupa preta que estavam “interrogando” um baixinho da raça Vulcan.

-Como essa guria consegue te enfrentar? Ela parece lutar que nem você… – , mas logo um capanga era jogado em cima do outro por Lucy, caindo do complexo.
-Obrigado, minha jovem…-, dizia o Vulcan.
-A guerra está piorando. A Confiança e a Aliança estão se agitando cada vez mais e podem levar Wan Shad à loucura, disse Lucy.
-Como você… o que você…-, dizia o Vulcan.

Nesse meio tempo, um nave estava indo em direção do complexo. Hazar Savo estava dentro dela. De repente o radar avisa que há uma presença indesejada ao redor da nava.
-Mas o quê…-, antes de Hazar terminar a frase, um torpedo atingiu em cheio a nave, fazendo ela cair e se estraçalhar no chão da ala superior de Wan Shad, perto do complexo. Todos que estavam por ali ficaram assustados.

O que eles mal sabiam é que uma guerra estava recém saindo do armário…

A seguir: EXPOSIÇÃO

Aprecie universos. ZineFique.

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