Renato Russo

Ídolos musicais que se foram. Tema difícil esse. Tanta gente boa que influencia
nossas vidas e que já partiram. Mas posso destacar um em especial: Renato Russo.

Sou da geração LegiãoUrbana, que gravava as músicas tocadas da rádio numa fita K7, que dançava ao som das
baladas da fase inicial da banda e que decorava Faroeste Caboclo (que sei até hoje).

Renato Manfredini Júnior, nosso Renato Russo, nasceu no Rio de Janeiro em 27
de março de 1960 e faleceu no Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1996 (parênteses
para a data, aniversário do meu marido, que nesse ano quase não ganhou parabéns, pois
as pessoas ligavam para contar sobre o falecimento…rs), em decorrência de
complicações causadas pelo vírus HIV.

Morou nos Estados Unidos, por causa de uma transferência no trabalho do seu
pai. Depois, foi para Brasília, cidade importante em sua história. Foi lá que descobriu
que era portador de uma doença óssea, chamada Epifsiólise. Teve três pinos
implantados na bacia e sofreu muito, ficando seis meses acamado, quase sem
movimentos.

Foi lá também que “descobriu” seus gostos musicais, que conhece o movimento
punk, que formou sua primeira banda, o Aborto Elétrico, do qual ele saiu devido às
inúmeras brigas entre ele e o baterista.

Já como integrante da Legião, lançou 8 álbuns em estúdio, cinco ao vivo (alguns
lançados postumamente) e contos. Gravou 3 discos solo e cantou ao lado de grandes
nomes da nossa música nacional.

O cara era genial. E problemático. Tão problemático que escondia um pouco da
sua genialidade. Era depressivo. E era amado por uma quantidade imensa de pessoas.
Mas isso não bastava, não o preenchia.

Quase morreu de overdose três vezes: duas no Rio de Janeiro e uma em Brasília.
Abandonou a cocaína, mas era grande consumidor de álcool. Teve um período internado
para reabilitação, e durante ele registrava o dia-a- dia. Isso virou um livro.

Além dos vícios, ele precisava lidar com sua homossexualidade. Sofreu muito
preconceito. Contraiu HIV num relacionamento em Nova Iorque. Ele nunca assumiu
publicamente a doença. Deixou um filho, Giuliano, dito como filho de um
relacionamento com uma modelo, que morreu num acidente. Dizem que o menino é
adotivo. Fato é que o menino foi criado pelos pais de Renato.

21 anos após sua morte, suas letras são tão atuais que impressionam. Renato teve
como seus principais sucessos as musicas: Faroeste Caboclo; Pais e Filhos; Que País é
Esse; Eduardo e Mônica; Geração Coca-Cola; Tempo Perdido; Eu Sei, entre outros.
Letras de manifesto, de amor, de revolta, de dor, de esperança… suas fases geraram
letras belíssimas que ficarão embalando as gerações.

Seu disco com músicas cantadas em italiano é lindo, de uma sensibilidade sem
igual. Ele sabia cantar o amor, embora muitas de suas letras tratassem de um amor não
correspondido.

Sua vida e seu legado renderam livros, filmes, peças de teatro e exposições. Sua
obra é imortal e atemporal. Independente do que acham sobre sua vida e seu
comportamento, fato é que Renato Russo é um dos nomes mais importantes do Rock
Nacional.

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar
pra pensar na verdade não há.” (Renato Russo- Pais e Filhos).

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