Vingadores – Guerra Infinita

Desde a aparição de Thanos (Josh Brolin) no primeiro Vingadores, uma sombra enorme se projetou sobre os filmes da Marvel Studios. O Titã Louco é um dos maiores vilões dos quadrinhos, mas sua busca pelas Jóias do Infinito eram puramente uma intenção de conseguir poder, numa lógica sadicamente inocente: ele queria dar um tributo para a Morte, por quem ele é apaixonado. E com a Manopla que acolheria as jóias, ele seria capaz de dizimar toda sorte de vida em um instante, se fosse seu desejo. Ou num estalar de dedos, apenas metade.

Porém, nos cinemas, Thanos não é um louco romancista. Ele é um idealista. Ao ver seu planeta natal se exaurindo, conclui que a explosão demográfica em todo o universo é o que cria desequilíbrio. Sendo ignorado pelos seus, ele passa a agir sozinho em busca de maneiras de restaurar o equilíbrio. É aí que entram de vez as Jóias do Infinito: Como explicado pelo Colecionador em “Guardiões da Galáxia”, cada uma delas representa um aspecto universal da existência: Tempo, Alma, Espaço, Mente, Realidade e Poder. As seis juntas conferem um poder imensurável, e para isso que o Titã Louco desenvolve a Manopla do Infinito.

Embora o filme também desenvolva os Vingadores, é inegável: Thanos é o ponto central da trama. Desde quando ele decidiu ir pessoalmente em busca de seu objetivo, os fãs já sabiam que ele ganharia mais espaço no macro-roteiro da Casa das Idéias. Mas o protagonismo dele não eclipsa pontos importantes. Cada parte dos Heróis mais Poderosos da Terra é apresentada habilmente em divisões de núcleos que se intercalam e trocam de membros constantemente, tornando a experiência bem ritmada e ágil. Isso também vem pela própria fórmula já construída nestes dez anos de Franquia: assim como nos Quadrinhos, se para o espectador há o desejo de entendimento de quem é quem no filme, é melhor considerar ver as “edições anteriores”, o que obviamente não é nada ruim dentro da linguagem criada, além de financeiramente benéfica para a produtora.

Porém vale salientar que, para quem está acostumado aos filmes da Marvel, este não é um filme de resolução rápida. Thanos não é um vilão qualquer. Não se resolve um conflito com ele com as já manjadas quedas de lugares altos, esmagamentos ou desparecimentos. E como tal, embora hajam as já conhecidas piadas no roteiro, este é um filme-catarse. Sombrio, sério e interessante, é o maior ponto de virada que todos aguardavam. Se os filmes dos Vingadores era grandes eventos no Universo Cinematografico da Marvel, este aqui é o maior evento dos últimos dez anos. E acreditem: valeu a pena esperar.

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